O negócio virtual é tão ou mais real do que qualquer outro negócio e oferece certos riscos de investimentos. Infelizmente no Brasil, 60% das lojas virtuais fecham antes de completar um ano de vida. Por que isso acontece e como evitar? Conhecendo as respostas, a chance de sucesso aumentará muito. Por isso é importante conhecer os motivos principais que levam a decadência, chamados por mim de os 8F’s do insucesso:

1 – Falta de Planejamento: Planejar nunca foi uma atividade muito bem exercida pelo empreendedor brasileiro, talvez seja esse o motivo do SEBRAE apontar um insucesso na casa dos 53% para as micro e pequenas empresas nos 3 primeiros anos de vida. É impossível almejar o sucesso sem o planejamento prévio. A ferramenta mais importante nesse planejamento é o "plano de negócio", o pontapé inicial que deve ser dado respondendo as seguintes questões: O que vou vender? Quem vai montar minha loja? Quem é o meu concorrente? Quanto gastarei para iniciar o negócio?

2 – Foco no Mercado: Não tente vender de tudo, deixe isto para as grandes lojas. Lembre-se que a internet é um mercado totalmente diferente de uma loja física e que seu público é infinitamente maior. Procurar se especializar em um segmento específico é o começo. Na internet uma pequena fatia de mercado representa milhões de consumidores, basta ter "foco".

3 – Falta de mão de obra qualificada: Não basta saber navegar na internet, é importante conhecer minimamente o "gerenciamento de e-commerce": marketing digital, ferramentas de otimização, monitoramento de trafego. Estes três itens são básicos e essenciais.

4 – Falha na divulgação: Para dar um pequeno exemplo, imagine uma loja em rua movimentada, cheia de produtos nas prateleiras e com portas fechadas. Uma loja virtual sem divulgação é igual, ninguém consegue ver e portanto ninguém irá comprar. Aqui entra em ação o "planejamento de marketing e divulgação", para otimizar o site nos mecanismos de busca, natural ou patrocinado, apoio em redes sociais, divulgação em outros sites, assessoria de imprensa, etc.

5 - Falta de Planejamento Logístico: Um assunto delicado que acaba rendendo 80% dos desconfortos e demandas jurídicas entre a loja e o consumidor. Sabendo-se deste fato, é bom fazer um planejamento de maneira delicada e detalhada do seu sistema de lojística.

6 - Fraude: A fraude, principalmente na venda com cartões de crédito, poderá acarretar grande prejuízo à loja virtual, levando ao seu fechamento, além de acabarem devendo às operadoras em função de antecipações negativadas em suas contas. Portanto, não é bom arriscar neste campo minado. Utilize portais especializados em pagamentos com sistema antifraude conferindo grande segurança nas transações.

7 - Falta de Monitoramento: Muitas lojas acabam fracassando, pois a sua administração não consegue ou não sabe visualizar o que esta ocorrendo em termos de análise de acessos, resultados de campanhas e marketing. Acabam tomando decisões - na maioria das vezes erradas - baseadas em suposições. Sendo assim, a web análise é uma ferramenta importantíssima no mundo virtual, sendo primordial que o web empreendedor se familiarize com o "Google Analytics" ou algum outro similar.

8 - Falha no Atendimento: Muito se fala em atendimento - e deveria se falar muito mais - e a sua loja pode ser virtual, mas o seu cliente é real e necessita de atendimento. Seu cliente precisa saber exatamente o que esta acontecendo com o seu pedido de compra, seu site precisa ter um bom canal de comunicação com o cliente e transmitir a este credibilidade.

Créditos: Arnaldo Korn

"As receitas de mídias sociais não fizeram jus às promessas, só nos resta esperar para ver a maioria das milhares de startups morrer", avalia Vivek Wadhwa, VP de inovação da Singularity University.

Que as mídias sociais invadiram um grande número de corporações em 2011 todo mundo já sabe, mas que elas podem andar em ritmo mais lento neste novo ano ainda é surpresa para muitos. “É hora de saltar para o próximo vagão”, avisa o vice-presidente de Acadêmicos e Inovação da Singularity University (CA) e responsável por cadeiras também nas universidades Harvard, Duke e Emory, Vivek Wadhwa.

Pesquisas realizadas já comprovaram que o uso das mídias sociais como parte dos negócios é liderado por empresas dos mercados emergentes como China, Índia e Brasil. Mas a frustração com o resultado negativo das receitas geradas por essas mídias vai fazer com que oportunidades no mundo em desenvolvimento sejam menos aproveitadas. “A festa acabou para os investidores e startups. As receitas de mídias sociais não fizeram jus às promessas, só nos resta esperar para ver a maioria das milhares de startups morrer ou se pendurar nas cordas”, avalia o especialista. De acordo com Wadhwa, 99% das startups de mídia social que foram financiadas por empresas de venture capital no Vale do Silício, na Califórnia, morrerão. “Elas tinham grandes projeções para o crescimento, mas não alcançaram suas metas.”

Nos Estados Unidos, o Facebook e o Twitter estão chegando ao seu ponto de saturação. Sem ter novas pessoas interessadas em fazer parte dessas redes, a projeção de crescimento para 2012 não poderia ser diferente: ritmo bem lento. Para Wadhwa, logo este cenário será palco nos países emergentes, que produzem menos lucros que os mercados dos EUA.

No mundo corporativo não é muito diferente, segundo Wadhwa, há uma grande necessidade de aplicações de mídia social dentro do firewall corporativo. Mas este não será o Facebook ou o Twitter. Existem outros softwares empresariais, como o Tibco, que irão preencher essa necessidade.

O executivo ressalta que as mídias sociais vão continuar importantes, mas se tornarão uma característica de outros produtos. “Assim como browers e e-commerce não são mais tão ‘quentes’, são apenas características. É isso que vai acontecer com as mídias sociais”, acredita.

Um exemplo são as startups de compartilhamento de fotos, das centenas existentes apenas 2 ou 3 sobreviverão, o resto vai morrer ou seguir a linha para se tornar uma característica de outro produto. O mesmo deve acontecer com as empresas que prestam serviços analíticos, cerca de 20 devem sobreviver no mercado. “Isso de fato já está acontecendo. O crescimento do uso de mídias sociais passou a ser lento há alguns meses para iniciantes no mercado como FourSquare e, igualmente, para empresas fortes como Facebook”, pontua.

Cenário brasileiro

As empresas de mídias sociais estão chegando ao Brasil aos poucos, como é o caso do LinkedIn, que recentemente abriu um escritório em São Paulo. A presença dessas empresas pode ajudar o mercado a lidar com esse tipo de ferramenta, que muitas vezes são usadas como CRM ou quando são aplicações terceiras se integram ao Facebook ou ao Twitter. “Estar próximo do mundo corporativo faz a diferença para que as organizações saibam como investir de forma mais eficiente. As redes sociais são de extrema importância e as empresas vão observar que tipo de investimento vale a pena fazer. Para as companhias de B2B, por exemplo, não é legal investir em propaganda no Facebook, faz mais sentido aplicar na ferramenta SEO para aparecer com mais destaque nos resultados do Google”, explica Marcelo Silva, analista da Frost & Sullivan.

Mas estar presente no País não é tudo. Para conquistar a sobrevivência, as empresas de mídias sociais dependem de uma série de fatores, dentre elas o nível de engajamento das próprias organizações aqui no Brasil. “O LinkedIn vai ter quantas pessoas na equipe de venda? O Facebook vai conseguir orientar sua clientela? O mundo corporativo vai buscar se educar ou a investir onde acha que é melhor por mero achismo. Esse é um mercado ainda imaturo, estamos atrás dos Estados Unidos e a tendência citada por Viver Wadhwa provavelmente vai acontecer de fato aqui no Brasil em poucos anos”, prevê o analista.

Os sites de compras coletivas são exemplos de modelo hoje criticado pelo mercado norte-americano e ainda em fase de aprendizado por parte dos usuários no Brasil. Para o analista, isso mostra a importância das pessoas aprenderem a usar as ferramentas para saberem a melhor forma e caminho de se investir.

As empresas precisam se atentar a todas as esferas, sem se esquecer das lojas físicas. “Essa é uma falha comum e que deve ser evitada, a ideia é fazer um balanceamento, pois há vários tipos de consumidores que se relacionam em diversos meios de canais. É preciso saber administrar cada um devidamente, no momento mais oportuno, é aí que entra a questão de saber investir melhor para que a receita faça jus às promessas”, finaliza Silva.

Você já ouviu falar ou leu em algum lugar que para realizar um bom trabalho de SEO basta usar meta tags, que elas fazem milagres. ERRADO! SEO não se resume a isto, é muito além, e neste post abordarei uma parte importante do trabalho: o link building.

Para quem nunca ouvi falar de link building, tentarei explicar, o mais resumido possível, e de uma forma simples de entender. São diversos os fatores que ajudam um site a ficar bem posicionado nos buscadores como o Google, dentre eles estão os backlinks (links de redirecionamento para o site).

Quando o seu site tem um grande número de backlinks, isso ajuda a aumentar o PageRank e, conseqüente, o posicionamento nas páginas de busca. Deixando mais claro, o backlink é quando um terceiro site adiciona um link para o seu. Então, quantos mais backlinks o seu site obter é melhor, mas também importa a qualidade, pois não ajuda muito ter links em sites com pouca visitação, que tenham o PR baixo e não que sejam significativos para o seu ramo de negócios. Portanto, o trabalho de link building é conseguir o máximo de backlinks em sites relevantes. Mas como fazer isto? É fácil? Não é não.

Antes de colocar a mão na massa, o site que será divulgado precisa ter uma boa arquitetura de informação, ser bem estruturado com relação as meta tags, ter uma relação de palavras-chaves do negócio e saber a posição do site e das palavras-chaves nos buscadores. Depois disto, é preciso avaliar quais serão as táticas empregadas. Para ajudar no entendimento, vamos imaginar que eu preciso conseguir backlinks para o site de uma loja de roupas online (este será o exemplo até o fim do artigo). O trabalho de link building pode ser feito baseando-se em sites e blogs que citam o nome da loja; sites e blogs de temas relacionados, por exemplo, que abordem moda ou que falam sobre e-commerce; cadastro em diretórios de empresas, de sites e de notícias (caso a loja virtual tenha um blog); pesquisar os sites e blogs que citam o principal concorrente, entre outros.

links 2 640x480 SEO: A Prática do Link Building

Mas como fazer para achar estes sites? Pode-se procurar nos buscadores, o que será uma tarefa demorada, ou utilizar softwares que fazem uma varredura na web como, por exemplo, o Link Assistant, que não é gratuito. Após criar uma lista com os sites que citam o nome da empresa, por exemplo, é necessário visitar um por um, avaliar os posts, pensar onde poderá entrar o link do site e entrar em contato com o responsável pelo blog ou site. Aí é a hora de saber lidar com as pessoas. É extremamente importante que você tenha em mente que o dono do site ou do blog não é obrigado, de forma alguma, a adicionar o link do site que você está divulgando, então tenha cuidado na abordagem, seja sutil, cordial e amigável.

Ainda nesta área de relacionamento, também é uma ajuda comentar em fóruns e blogs com assuntos relacionados, pois assim a loja virtual de roupa acaba criando uma relação com os visitantes destes sites e também com os donos, que no futuro poderão fazer posts com link para o site gratuitamente e sem que seja preciso pedir.

Além deste trabalho, também existem os diretórios, que são bons aliados. Apesar de não terem mais o mesmo peso de outrora, ainda ajudam no link building, sem falar que gera divulgação da marca e do local divulgado. No caso dos diretórios, procure os mais conhecidos e que tenham um bom posicionamento nas buscas, pois irão gerar melhores resultados.

Perceberam que SEO não é só meta tag? E o trabalho de link building também não se resume ao que está neste artigo. É preciso praticar e buscar sempre melhorias para não ficar na “fórmula de bolo” e sim criar suas próprias táticas.


Fonte:Midiatismo